Gestão financeira é a diferença entre empresas que crescem e empresas que apenas sobrevivem. Controlar o fluxo de caixa não é suficiente. A estratégia financeira envolve planejamento de longo prazo, análise de investimentos e decisões de precificação.
Neste artigo, você encontrará nove dicas para gerir melhor as finanças. Acompanhe e saiba mais!
Confira 9 dicas para tomar decisões mais estratégicas através da gestão financeira
1. Separe contas pessoais das empresariais
Misturar as contas é o erro mais comum de empreendedores iniciantes. Você não sabe se a empresa está lucrando ou se você está tirando dinheiro demais.
A gestão financeira começa com CNPJ próprio e conta bancária jurídica. Toda despesa pessoal deve ser paga com a conta pessoal.
Dentro desse planejamento, algumas ações são consideradas investimentos estratégicos, como os brindes personalizados, que ajudam a fortalecer a presença da marca no mercado. O limite entre o seu dinheiro e o dinheiro da empresa deve ser uma linha clara. Sem separação, você financia o negócio com recursos pessoais e confunde lucro com retirada.
2. Tenha um fluxo de caixa projetado
Saber o que aconteceu no mês passado é útil. Saber o que acontecerá nos próximos 6 meses é estratégico.
A gestão financeira projetada mostra os meses de vacas magras antes que eles cheguem. Janeiro e agosto são meses de baixa em muitos setores.
A projeção deve ser semanal para os primeiros 3 meses e mensal para os 12 seguintes. Ajuste as projeções conforme a realidade. A previsão não é um compromisso, é um guia.
3. Constitua uma reserva de emergência empresarial
A reserva deve cobrir 6 meses de custos fixos (aluguel, salários, contas). Sem ela, um imprevisto pode quebrar a empresa.
Para a gestão financeira, a reserva de emergência não é dinheiro “parado”. É seguro. O custo de oportunidade de não investir esse dinheiro é o custo do seguro.
A reserva deve estar em um investimento de alta liquidez (Tesouro Selic, CDB com liquidez diária). Não pode ser aplicação de longo prazo.
4. Precifique pelo valor entregue, não pelo custo
Muitos empresários precificam: custo + margem. O problema é que o cliente não se importa com seu custo.
A gestão financeira estratégica precifica com base no valor percebido pelo cliente. Se seu produto resolve um problema grave, ele vale mais.
O preço do seu concorrente serve como referência, não como régua. Se você é melhor, pode cobrar mais. Se não é, precisa justificar a diferença.
5. Acompanhe indicadores (KPIs) semanalmente
Faturamento total, ticket médio, margem de contribuição e custo de aquisição de cliente (CAC) devem ser medidos.
Na gestão financeira, o que não é medido não é gerenciado. Os indicadores mostram a saúde da empresa antes da crise aparecer.
Reúna a equipe às segundas-feiras por 30 minutos. Compare os números da semana anterior com o planejado. Comemore as vitórias, investigue as quedas.
6. Conheça seu ponto de equilíbrio
Ponto de equilíbrio é o faturamento mínimo para pagar todas as contas sem ter prejuízo. Abaixo disso, você perde dinheiro.
A gestão financeira do ponto de equilíbrio permite que você saiba exatamente quando pode arriscar (contratar, investir) e quando deve segurar.
Calcular é simples: some todos os custos fixos (aluguel, salários). Divida pela margem de contribuição percentual. O resultado é o faturamento de equilíbrio.
7. Negocie prazos com fornecedores
Pagamento à vista deve ter desconto. Pagamento a prazo não pode ter juros. O fornecedor que cobra juros está terceirizando o custo do capital para você.
A gestão financeira dos prazos alonga o ciclo de caixa. Venda a prazo (30, 60 dias) e pague fornecedor também a prazo (30, 60 dias). O ideal é pagar fornecedor depois de receber do cliente.
O desconto para pagamento à vista de 5% equivale a uma rentabilidade anual de 60%. Vale a pena se você tem dinheiro disponível.
8. Automatize cobranças e pagamentos
Boleto emitido manualmente, nota fiscal digitada à mão, imposto calculado na planilha. Cada processo manual é uma fonte de erro.
A gestão financeira automatizada reduz erros e libera tempo para análise. Softwares de gestão (ERP) custam menos que um funcionário.
O tempo do empreendedor é caro. Automatize o que for repetitivo. A máquina faz contas, cálculos e emissões. O humano analisa e decide.
9. Reveja despesas fixas todo trimestre
Assinatura de software que ninguém usa, plano de celular com benefícios excedentes, aluguel acima do mercado.
Na gestão financeira, toda despesa fixa deve ser questionada periodicamente. O contrato de aluguel pode ser renegociado, o plano de telefonia pode ser reduzido.
A economia de R$ 500 por mês sem despesas fixas equivale a um aumento de faturamento de R$ 10 mil (considerando margem de 5%). Cortar gasto é mais fácil que vender mais. Até a próxima!
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